Bem sabem os pais que educar os filhos não é tarefa fácil e exige dedicação e persistência. Ouvimos falar constantemente do quanto precisam ser repetitivos em orientar e sustentar as suas opiniões diante dos filhos, que são muito, muito insistentes e chantagistas, quando querem algo. Mas por que isso acontece?
Na família, cada um de seus integrantes exerce um papel e tem as suas funções. É importante ter claro que trabalhar para que os filhos aceitem bem limites torna-se uma tarefa mais fácil se o pai exercer a função paterna e a mãe, a função materna.
Nas famílias modernas, por muitas vezes, a mãe se vê obrigada a exercer as duas funções, tendo que por vezes ser mais dura por causa da responsabilidade de educar e criar um filho sozinho repare, ao contrário do que muitos pensam, dureza e disciplina não é sinal de falta de amor, e sim de cuidados para que a criança se torne de fato um adulto com a justa medida do certo e do errado.
Função paterna diz respeito à segurança, lei e estrutura, aspectos relacionados a limites. Essas questões embasam a criança para enfrentar o mundo, ou seja, a grande família, a escola, o trabalho. Função materna, diz respeito à nutrição, cuidado e vínculo, ou seja, aspectos que embasam autoconhecimento e autocuidado.
Cabe ressaltar que se um adulto desqualifica o outro, dando razão para atitudes erradas, a criança sente-se inferiorizada apesar de no momento gostar de ter “ganho” a situação. Sendo assim, ela poderá ter dificuldades para enfrentar situações novas, mostrando-se muito insegura e ansiosa frente aos desafios, a criança terá dificuldade em se vincular com outras pessoas e confiar nelas e poderá ter baixa autoestima, mesmo que às vezes pareça que ela é auto-suficiente, e que por si só ela resolverá seus conflitos.
Assim como os pais, os filhos também têm suas funções na família. Às crianças cabe brincar, espernear, testar, questionar e dizer não. Aos pais cabe estabelecer as regras, comunicá-las e fazer com que sejam cumpridas.
É extremamente importante quem cria validar e apoiar uma decisão de quem ajuda a cuidar bem como a mãe apoiar uma decisão do PA, mesmo que identifique algum excesso ou até mesmo erro, é importante que esta discussão seja mantida longe, de fato, dos ouvidos da criança e resolvida só então de solucionado e identificado qual seriam os pontos a ser reformulados, passar isto de uma forma que não desautorize nenhum dos agentes envolvidos na criação desta, pelo motivo óbvio: nas falhas dos adultos as crianças encontram forças e habilidades para manipular a situação, sendo isto um ato que poderá refletir e interferir muito ativamente no seu desenvolvimento como ser humano. A coesão dos que cuidam traz segurança aos filhos e a tarefa de educar poderá se tornar um pouco mais leve se aceitarem a condição de que “educar é persistir” e que persistir é a melhor forma de mostrar que se preocupa e ama.Esta é a minha opinião, não quer dizer que seja a certa, mas criei sozinha duas filhas maravilhosas que não são perfeitas, mas são motivo de orgulho, e espero que elas criem seus filhos de uma forma que possam sentir por eles no futuro o que sinto por elas agora.
Vania Mara
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
sábado, 7 de janeiro de 2012
MAIS UMA OPERACAO E ....MAIS 200 METROS DE REDE APREENDIDAS...
CONTINUA A FISCALIZACAO E APREENCAO DE REDES MESMO COM TODOS OS PESCADORES SABENDO QUE E EPOCA DE DEFESO....
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
PARQUE EM CHAMAS...
CRIME OU FALTA DE ATENÇÃO DE ALGUM FUMANTE QUE ATIROU SEU CIGARRO PELA JANELA?
NÃO IMPORTA... O RESULTADO FOI UMA PERDA ENORME DA FAUNA E DESTRUIÇÃO DA FLORA SÓ ME RESTOU CHORAR....
MAS TENHO QUE AGRADECER AOS INCANSÁVEIS BOMBEIROS(MILITARES E CIVÍS), PRINCIPALMENTE AOS VOLUNTÁRIOS DE CHARQUEADAS, CANOAS, VIAMÃO, DA VILA CRUZEIRO, ELDORADO DO SUL, GUAÍBA E...PORTO ALEGRE, VOCÊS FORAM FANTÁSTICOS NO SOCORRO IMEDIATO AO AGONIZANTE GRITO DE DESESPERO DE UM PARQUE EM CHAMAS.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Iniciam-se hoje mais uma parceria importante para nossas
Ilhas:
Compondo o projeto de complementação do já existente no IDE
(Instituto de Educação e Desenvolvimento Humano) da Ilha das Flores, que possuem
contrato com a COZAN (COORDENADORIA DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL), estamos
inserindo as hortas comunitárias neste projeto que tem como meta em 2012,
atender 3 vezes por semana a comunidade e alimentar de 50 a 100 pessoas, a
partir de março. A idéia inicial é de trabalhar com fonte parcial de insumos vegetais para a cozinha e geração de
caixa vendendo o excedente na banca da feira de orgânicos.
Temos inicialmente como referencia a produção de PANCS (PLANTAS
ALIMENTARES NÃO CONVECIONAIS) já inserido no Sítio Capororoca (LAMI), nos dias
11,12 e 13 de janeiro iremos efetuar um cadastro de identificação das famílias que
gostariam de participar do projeto, estamos também em busca de voluntários para
compor esta parceria que já conta co a SEMA/DELTA, FUNCRIANÇA, AÇÃO SOCIAL DE FÉ
(SARANDI), COZAN e com o CLAVIS (PREVENÇÃO DO ABUSO SEXUAL INFANTIL) que atende
crianças de 04 a 17 anos, nas oficinas.
Hoje o IDE conta com a força e a coragem de duas pessoas que
eu admiro que são a Sandra e a Bruna Pedroso, trabalho admirável que vocês fazem
gurias, por isso estou me somando e ajudando a montar e executar o projeto,
porque acredito que vamos fazer a diferença.
Aproveito para convocar as mulheres para estarem trabalhando
com artesanato nas sextas feiras, na sede do IDE e para aqueles que querem se
juntar a nós acesse: ide-ilhadasflores. blogspot.com
PIRACEMA
O que é a
piracema?
É o movimento dos cardumes de peixe que nadam rio
acima, contra a correnteza, para realizar a desova no período de reprodução. A
palavra vem do tupi e significa algo como "saída de peixes", como os
índios descreviam esse fenômeno que ocorre com milhares de espécies no mundo
inteiro. Na maior parte do Brasil, a piracema coincide com o período das chuvas
de verão. Quando a temperatura da água e do ar esquenta e o nível do rio sobe,
os peixes percebem que é hora de vencer a correnteza para se reproduzirem.
Junto à cabeceira dos rios, a chance de sobrevivência dos recém-nascidos é maior.
O ponto de partida é o chamado lar de alimentação, onde os peixes encontram
comida suficiente para sobreviver na maior parte do ano. Na jornada rio acima,
o esforço contra a corrente é essencial para o processo de reprodução, pois os
peixes queimam gordura e estimulam a produção de hormônios responsáveis pelo
amadurecimento dos órgãos sexuais.A duração da viagem varia bastante. Peixes
como as piavas não vencem mais do que 3 quilômetros por dia. Para todos, porém,
a jornada é cheia de perigos. Além de superar predadores e outros obstáculos
naturais, esses animais precisam também vencer a pesca predatória. "Os peixes
de piracema viram presas fáceis, pois sobem os rios em grandes cardumes", A
solução é proibir a pesca na época da migração e da reprodução, o chamado defeso, que vai de novembro a
fevereiro.
1 - No período de chuvas, os cardumes iniciam a subida dos rios para a
desova. Peixes como o dourado migram mais de 600 quilômetros até o local da
reprodução. No trajeto, o testículo dos machos aumenta de tamanho, fica repleto
de sêmen e esbranquiçado. Nas fêmeas, o aspecto amarelado das ovas indica a
presença de vitelo, rica reserva de alimento presente nos óvulos que sustentará
os futuros peixinhos
2 - Na hora da fecundação, a fêmea lança todo o seu conjunto de óvulos
no fundo do rio. O número varia bastante: a piava desova em média 160 mil
óvulos, enquanto para a fêmea de dourado o total pode ultrapassar 1,5 milhão. O
próximo passo é dado pelos machos, que despejam sucessivos jatos de sêmen sobre
os óvulos, dando origem a ovos fertilizados
3 - Após a fecundação, os peixes iniciam o caminho de volta. Os ovos são
hidratados pela água, aumentam três vezes de tamanho e são carregados pela
correnteza. A maioria não resiste e se torna alimento de peixes carnívoros. Só
os que alcançam as águas calmas de várzeas e lagoas marginais é que conseguem
sobreviver - menos de 1% do total
4 - Poucas horas após a fecundação, a larva rompe a casca do ovo e
durante três dias tem a reserva de vitelo como principal alimento. Após duas
semanas, o peixe, com pouco mais de 1 centímetro, já tem nadadeiras e escamas e
consome microorganismos aquáticos das lagoas marginais e dos sacos, locais
ricos em alimentos e que funcionam como verdadeiros berçários.
Durante o trajeto da piracema, os peixes
"namoram" até quatro horas antes de iniciarem o processo de
fecundação. Esse período de paquera entre machos e fêmeas parece um verdadeiro
balé aquático. Nadando no meio do rio, os machos são tocados por duas fêmeas,
que vêm pelas laterais. Os peixes se roçam, nadam em círculos e emitem um ruído
estridente, enquanto lançam óvulos e sêmen no fundo do rio.
Até
o dia 28 de fevereiro de 2012 estão proibidas as pescas amadoras e profissional
por causa da Piracema. Os profissionais da área podem dar entrada no Seguro do
Pescador. Só assim, eles terão direito de receber, durante a piracema, um
salário mínimo por mês. Juntamente com este incentivo do Governo Federal, temos
o Projeto Pescando o Lixo, parceria da Colonia de Pescadores Z5 com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente(APA DELTA DO JACUÍ) e parceiros, que auxilia com cestas básicas, aquele pescador que
utilizar sua embarcação para pescar o lixo nesta época...
As
normas que determinam as proibições da piracema variam de estado e de acordo
com a bacia hidrográfica. Em Minas Gerais, por exemplo, vigoram três instruções
normativas diferentes, portanto é fundamental que o pescador procure os órgãos
ambientais de sua região para saber as proibições previstas para o local onde
mora ou pesca.
E
mesmo com toda informação ainda capturamos, infelizmente, redes de pesca nesta
época tão importante para os peixes e com certeza para o pescador, que tem que
preservar e proteger as espécies na época da reprodução.
Nos rios, a quantidade máxima de captura, por pescador,
varia de acordo com a bacia hidrográfica a qual pertence o rio. Na maioria dos
locais, o máximo permitido é 5 kg para subsistência, sendo que devem ser
respeitados os tamanhos mínimos de captura estabelecidos pela legislação:
INSTRUÇÃO
NORMATIVA Nº 197, DE 02 DE OUTUBRO DE 2008
Art.1o Estabelecer
normas de pesca para o período de defeso nas áreas de abrangência
Das bacias
hidrográficas dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Art. 2º Para os fins
desta Instrução Normativa entende-se por:
I - bacia
hidrográfica: o rio principal, seus formadores, afluentes, lagos, lagoas
marginais,
Reservatórios e
demais coleções de água inseridas na bacia de contribuição do rio;
II - por lagoas
marginais: as áreas de alagados, alagadiços, lagos, banhados, canais ou
Poços naturais que
recebam águas dos rios ou de outras lagoas em caráter permanente
Ou temporário;
III - comprovação de
origem pelo pescador profissional: a nota de produtor;
IV - comprovação de
origem pelo pescador amador: a guia de transporte emitida pelo
Órgão estadual de
origem do pescado;
V - comprovação de
origem pela indústria: o pescado lacrado e com certificação
sanitária;
VI - comprovação de
origem de produto de pesca proveniente de outro país: a Licença de
Importação de Produto
Animal emitida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento - MAPA
e a certificação sanitária.
Art. 3º O disposto
nesta Instrução Normativa não se aplica:
I - à bacia
hidrográfica do rio Uruguai, por possuir norma específica;
II - ao espaço de
dois mil metros (2.000m) delimitado entre a barra do rio Mampituba e a
baliza colocada no
local denominado Figueirinha, em Torres, no Estado do Rio Grande
do Sul, à qual se
aplica o disposto na Portaria SUDEPE No- 006, de 30 de junho de
1984;
III - à Lagoa do
Peixe (Tavares, no Estado do Rio Grande do Sul), por localizar-se em
Parque Nacional,
regida pela legislação referente às unidades de conservação;
IV - à lagoa dos
Patos (da latitude 30º55', confrontação com Arambaré, até a latitude
32º10', Barra de Rio
Grande, no Estado do Rio Grande do Sul), em que se deve observar
o disposto na
Instrução Normativa Conjunta MMA e SEAP, no 3, de 9 de fevereiro de
2004;
V - às lagoas
costeiras de Tramandaí, Armazém, Custódia e Manoel Vicente (Tramandaí,
no Estado do Rio
Grande do Sul), às quais se aplica o disposto na Instrução Normativa
no 17, de 17 de
outubro de 2004; e
VI - às lagoas
costeiras e baías do Estado de Santa Catarina, por tratar-se de ambientes
estuarinos com
normatização de pesca específica.
Art. 4°. Fica
anualmente proibida a pesca, no período de defeso, fixado no interstício de
1º de novembro a 31
de janeiro, nas bacias hidrográficas dos estados do Rio Grande do
Sul e Santa Catarina.
§ 1º A proibição de
que trata o caput não se aplica:
I - à pesca de
caráter científico, prévia e devidamente autorizada pelo Instituto Brasileiro
do Meio Ambiente e
dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA;
II - à pesca exercida
por pescadores profissionais artesanais e amadores, embarcada e
desembarcada, por
meio de anzol simples com os seguintes petrechos: linha de mão,
caniço simples ou com
molinete/carretilha e vara com linha, com a utilização de iscais
artificiais ou
naturais providas ou não de garatéia, que não utilizem o sistema de
lambadas. A atividade
pesqueira permitida condiciona-se à limitação de apenas um dos
petrechos mencionados
por pescador.
§ 2° Aparelhos,
petrechos e métodos não mencionados nesta Instrução Normativa são
consideradas de uso
proibido.
Art. 5° A pesca de
qualquer categoria, modalidade e petrecho fica vedada durante o
período definido no
art. 4º desta Instrução Normativa, nas seguintes áreas das bacias
hidrográficas dos
estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina:
I - lagoas marginais;
II - até a distância
de um mil e quinhentos metros (1.500m) a montante e a jusante das
barragens de
reservatórios de usinas hidrelétricas, cachoeiras e corredeiras.
Parágrafo único. As
exclusões tratadas no § 1º do artigo anterior não se estendem à
pesca nas áreas
tratadas neste artigo.
Art. 6°. No período
de defeso, é proibida a realização de competições de pesca em águas
das bacias
hidrográficas dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Art. 7º Durante o
período de defeso fica estabelecido o limite de captura e transporte de
até cinco quilos
(5Kg), de peixes, por ato de fiscalização, aos pescadores profissionais,
amadores e àqueles
dispensados de licença na forma do art. 29, do Decreto-lei no 221,
domingo, 1 de janeiro de 2012
ILHA DAS FLORES
Seguindo
a linha de Gestão Compartilhada da Comunidade e Secretaria Estadual do Meio
Ambiente. A gente do DELTA vem se somar as Ações da Cooperativa de Trabalho
Ilha das Flores com Programas de Educação Ambiental visando o restabelecimento
da Arborização das Ilhas. “Como digo “sempre “ Cuidar do Meio Ambiente é Cuidar
das Pessoas”.
Está de Parabéns a
Josinete, Luciano, Isabel e demais pessoas que de forma simples e dedicada, vem
de encontro aos propósitos da Cooperativa de Trabalho Ilha das Flores. Mais do
que boas intenções, o trabalho é fundamental para coroar os resultados
desejados. Ações e comprometimento são elementos que fazem parte do processo e
as "pessoas" são elementos fundamentais para que as coisas saiam do
papel e determina a continuidade de todo Trabalho. É isso aí:
DE SEMENTE EM SEMENTE A GENTE
VIRA GENTE
Vânia do DELTA
Assinar:
Postagens (Atom)



































