terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A Arte de Educar

Bem sabem os pais que educar os filhos não é tarefa fácil e exige dedicação e persistência. Ouvimos falar constantemente do quanto precisam ser repetitivos em orientar e sustentar as suas opiniões diante dos filhos, que são muito, muito insistentes e chantagistas, quando querem algo. Mas por que isso acontece?
Na família, cada um de seus integrantes exerce um papel e tem as suas funções. É importante ter claro que trabalhar para que os filhos aceitem bem limites torna-se uma tarefa mais fácil se o pai exercer a função paterna e a mãe, a função materna.
Nas famílias modernas, por muitas vezes, a mãe se vê obrigada a exercer as duas funções, tendo que por vezes ser mais dura por causa da responsabilidade de educar e criar um filho sozinho repare, ao contrário do que muitos pensam, dureza e disciplina não é sinal de falta de amor, e sim de cuidados para que a criança se torne de fato um adulto com a justa medida do certo e do errado.
Função paterna diz respeito à segurança, lei e estrutura, aspectos relacionados a limites. Essas questões embasam a criança para enfrentar o mundo, ou seja, a grande família, a escola, o trabalho. Função materna, diz respeito à nutrição, cuidado e vínculo, ou seja, aspectos que embasam autoconhecimento e autocuidado.
Cabe ressaltar que se um adulto desqualifica o outro, dando razão para atitudes erradas, a criança sente-se inferiorizada apesar de no momento gostar de ter “ganho” a situação. Sendo assim, ela poderá ter dificuldades para enfrentar situações novas, mostrando-se muito insegura e ansiosa frente aos desafios, a criança terá dificuldade em se vincular com outras pessoas e confiar nelas e poderá ter baixa autoestima, mesmo que às vezes pareça que ela é auto-suficiente, e que por si só ela resolverá seus conflitos.
Assim como os pais, os filhos também têm suas funções na família. Às crianças cabe brincar, espernear, testar, questionar e dizer não. Aos pais cabe estabelecer as regras, comunicá-las e fazer com que sejam cumpridas.
É extremamente importante quem cria validar e apoiar uma decisão de quem ajuda a cuidar bem como a mãe apoiar uma decisão do PA, mesmo que identifique algum excesso ou até mesmo erro, é importante que esta discussão seja mantida longe, de fato, dos ouvidos da criança e resolvida só então de solucionado e identificado qual seriam os pontos a ser reformulados, passar isto de uma forma que não desautorize nenhum dos agentes envolvidos na criação desta, pelo motivo óbvio: nas falhas dos adultos as crianças encontram forças e habilidades para manipular a situação, sendo isto um ato que poderá refletir e interferir muito ativamente no seu desenvolvimento como ser humano. A coesão dos que cuidam traz segurança aos filhos e a tarefa de educar poderá se tornar um pouco mais leve se aceitarem a condição de que “educar é persistir” e que persistir é a melhor forma de mostrar que se preocupa e ama.Esta é a minha opinião, não quer dizer que seja a certa, mas criei sozinha duas filhas maravilhosas que não são perfeitas, mas são motivo de orgulho, e espero que elas criem seus filhos de uma forma que possam sentir por eles no futuro o que sinto por elas agora.
Vania Mara

sábado, 7 de janeiro de 2012

MAIS UMA OPERACAO E ....MAIS 200 METROS DE REDE APREENDIDAS...




















CONTINUA A FISCALIZACAO E APREENCAO DE REDES  MESMO  COM TODOS OS PESCADORES SABENDO QUE E EPOCA DE DEFESO....






INICIO DO PROJETO DE HORTAS COMUNITÁRIAS NO BAIRRO SANTA ROSA, COM LIDERANCAS DAS COMUNIDADES DO ENTORNO PRESENTES.
TODOS COM O OBJETIVO DE ERADICAR A FOME E SE EMPENHAR PARA CONSEGUIR VERBA PARA OS PROJETOS QUE PORTO ALEGRE PERDEU NO ANO DE 2011...
BRASIL SEM MISÉRIA....TUDO DE BOM.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

PARQUE EM CHAMAS...









CRIME OU FALTA DE ATENÇÃO DE ALGUM FUMANTE QUE ATIROU SEU CIGARRO PELA JANELA?
NÃO IMPORTA... O RESULTADO FOI UMA  PERDA ENORME DA FAUNA E DESTRUIÇÃO DA FLORA SÓ ME RESTOU CHORAR....

MAS TENHO QUE AGRADECER AOS INCANSÁVEIS BOMBEIROS(MILITARES E CIVÍS), PRINCIPALMENTE AOS VOLUNTÁRIOS DE CHARQUEADAS, CANOAS, VIAMÃO, DA VILA CRUZEIRO, ELDORADO DO SUL, GUAÍBA E...PORTO ALEGRE, VOCÊS FORAM FANTÁSTICOS NO SOCORRO IMEDIATO AO AGONIZANTE GRITO DE DESESPERO DE UM PARQUE EM CHAMAS.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012


Iniciam-se hoje mais uma parceria importante para nossas Ilhas:

Compondo o projeto de complementação do já existente no IDE (Instituto de Educação e Desenvolvimento Humano) da Ilha das Flores, que possuem contrato com a COZAN (COORDENADORIA DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL), estamos inserindo as hortas comunitárias neste projeto que tem como meta em 2012, atender 3 vezes por semana a comunidade e alimentar de 50 a 100 pessoas, a partir de março. A idéia inicial é de trabalhar com fonte parcial de  insumos vegetais para a cozinha e geração de caixa vendendo o excedente na banca da feira de orgânicos.

Temos inicialmente como referencia a produção de PANCS (PLANTAS ALIMENTARES NÃO CONVECIONAIS) já inserido no Sítio Capororoca (LAMI), nos dias 11,12 e 13 de janeiro iremos efetuar um cadastro de identificação das famílias que gostariam de participar do projeto, estamos também em busca de voluntários para compor esta parceria que já conta co a SEMA/DELTA, FUNCRIANÇA, AÇÃO SOCIAL DE FÉ (SARANDI), COZAN e com o CLAVIS (PREVENÇÃO DO ABUSO SEXUAL INFANTIL) que atende crianças de 04 a 17 anos, nas oficinas.

Hoje o IDE conta com a força e a coragem de duas pessoas que eu admiro que são a Sandra e a Bruna Pedroso, trabalho admirável que vocês fazem gurias, por isso estou me somando e ajudando a montar e executar o projeto, porque acredito que vamos fazer a diferença.

Aproveito para convocar as mulheres para estarem trabalhando com artesanato nas sextas feiras, na sede do IDE e para aqueles que querem se juntar a nós acesse: ide-ilhadasflores. blogspot.com

PIRACEMA



O que é a piracema?


É o movimento dos cardumes de peixe que nadam rio acima, contra a correnteza, para realizar a desova no período de reprodução. A palavra vem do tupi e significa algo como "saída de peixes", como os índios descreviam esse fenômeno que ocorre com milhares de espécies no mundo inteiro. Na maior parte do Brasil, a piracema coincide com o período das chuvas de verão. Quando a temperatura da água e do ar esquenta e o nível do rio sobe, os peixes percebem que é hora de vencer a correnteza para se reproduzirem. Junto à cabeceira dos rios, a chance de sobrevivência dos recém-nascidos é maior. O ponto de partida é o chamado lar de alimentação, onde os peixes encontram comida suficiente para sobreviver na maior parte do ano. Na jornada rio acima, o esforço contra a corrente é essencial para o processo de reprodução, pois os peixes queimam gordura e estimulam a produção de hormônios responsáveis pelo amadurecimento dos órgãos sexuais.A duração da viagem varia bastante. Peixes como as piavas não vencem mais do que 3 quilômetros por dia. Para todos, porém, a jornada é cheia de perigos. Além de superar predadores e outros obstáculos naturais, esses animais precisam também vencer a pesca predatória. "Os peixes de piracema viram presas fáceis, pois sobem os rios em grandes cardumes", A solução é proibir a pesca na época da migração e da reprodução, o chamado defeso, que vai de novembro a fevereiro.


1 - No período de chuvas, os cardumes iniciam a subida dos rios para a desova. Peixes como o dourado migram mais de 600 quilômetros até o local da reprodução. No trajeto, o testículo dos machos aumenta de tamanho, fica repleto de sêmen e esbranquiçado. Nas fêmeas, o aspecto amarelado das ovas indica a presença de vitelo, rica reserva de alimento presente nos óvulos que sustentará os futuros peixinhos


2 - Na hora da fecundação, a fêmea lança todo o seu conjunto de óvulos no fundo do rio. O número varia bastante: a piava desova em média 160 mil óvulos, enquanto para a fêmea de dourado o total pode ultrapassar 1,5 milhão. O próximo passo é dado pelos machos, que despejam sucessivos jatos de sêmen sobre os óvulos, dando origem a ovos fertilizados


3 - Após a fecundação, os peixes iniciam o caminho de volta. Os ovos são hidratados pela água, aumentam três vezes de tamanho e são carregados pela correnteza. A maioria não resiste e se torna alimento de peixes carnívoros. Só os que alcançam as águas calmas de várzeas e lagoas marginais é que conseguem sobreviver - menos de 1% do total


4 - Poucas horas após a fecundação, a larva rompe a casca do ovo e durante três dias tem a reserva de vitelo como principal alimento. Após duas semanas, o peixe, com pouco mais de 1 centímetro, já tem nadadeiras e escamas e consome microorganismos aquáticos das lagoas marginais e dos sacos, locais ricos em alimentos e que funcionam como verdadeiros berçários.


Durante o trajeto da piracema, os peixes "namoram" até quatro horas antes de iniciarem o processo de fecundação. Esse período de paquera entre machos e fêmeas parece um verdadeiro balé aquático. Nadando no meio do rio, os machos são tocados por duas fêmeas, que vêm pelas laterais. Os peixes se roçam, nadam em círculos e emitem um ruído estridente, enquanto lançam óvulos e sêmen no fundo do rio.


Até o dia 28 de fevereiro de 2012 estão proibidas as pescas amadoras e profissional por causa da Piracema. Os profissionais da área podem dar entrada no Seguro do Pescador. Só assim, eles terão direito de receber, durante a piracema, um salário mínimo por mês. Juntamente com este incentivo do Governo Federal, temos o Projeto Pescando o Lixo, parceria da Colonia de Pescadores Z5 com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente(APA DELTA DO JACUÍ) e parceiros, que auxilia com cestas básicas, aquele pescador que utilizar sua embarcação para pescar o lixo nesta época...


As normas que determinam as proibições da piracema variam de estado e de acordo com a bacia hidrográfica. Em Minas Gerais, por exemplo, vigoram três instruções normativas diferentes, portanto é fundamental que o pescador procure os órgãos ambientais de sua região para saber as proibições previstas para o local onde mora ou pesca.


E mesmo com toda informação ainda capturamos, infelizmente, redes de pesca nesta época tão importante para os peixes e com certeza para o pescador, que tem que preservar e proteger as espécies na época da reprodução.


Nos rios, a quantidade máxima de captura, por pescador, varia de acordo com a bacia hidrográfica a qual pertence o rio. Na maioria dos locais, o máximo permitido é 5 kg para subsistência, sendo que devem ser respeitados os tamanhos mínimos de captura estabelecidos pela legislação:


INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 197, DE 02 DE OUTUBRO DE 2008


Art.1o Estabelecer normas de pesca para o período de defeso nas áreas de abrangência


Das bacias hidrográficas dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.


Art. 2º Para os fins desta Instrução Normativa entende-se por:


I - bacia hidrográfica: o rio principal, seus formadores, afluentes, lagos, lagoas marginais,


Reservatórios e demais coleções de água inseridas na bacia de contribuição do rio;


II - por lagoas marginais: as áreas de alagados, alagadiços, lagos, banhados, canais ou


Poços naturais que recebam águas dos rios ou de outras lagoas em caráter permanente


Ou temporário;


III - comprovação de origem pelo pescador profissional: a nota de produtor;


IV - comprovação de origem pelo pescador amador: a guia de transporte emitida pelo


Órgão estadual de origem do pescado;


V - comprovação de origem pela indústria: o pescado lacrado e com certificação


sanitária;


VI - comprovação de origem de produto de pesca proveniente de outro país: a Licença de


Importação de Produto Animal emitida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e


Abastecimento - MAPA e a certificação sanitária.


Art. 3º O disposto nesta Instrução Normativa não se aplica:


I - à bacia hidrográfica do rio Uruguai, por possuir norma específica;


II - ao espaço de dois mil metros (2.000m) delimitado entre a barra do rio Mampituba e a


baliza colocada no local denominado Figueirinha, em Torres, no Estado do Rio Grande


do Sul, à qual se aplica o disposto na Portaria SUDEPE No- 006, de 30 de junho de


1984;


III - à Lagoa do Peixe (Tavares, no Estado do Rio Grande do Sul), por localizar-se em


Parque Nacional, regida pela legislação referente às unidades de conservação;


IV - à lagoa dos Patos (da latitude 30º55', confrontação com Arambaré, até a latitude


32º10', Barra de Rio Grande, no Estado do Rio Grande do Sul), em que se deve observar


o disposto na Instrução Normativa Conjunta MMA e SEAP, no 3, de 9 de fevereiro de


2004;


V - às lagoas costeiras de Tramandaí, Armazém, Custódia e Manoel Vicente (Tramandaí,


no Estado do Rio Grande do Sul), às quais se aplica o disposto na Instrução Normativa


no 17, de 17 de outubro de 2004; e


VI - às lagoas costeiras e baías do Estado de Santa Catarina, por tratar-se de ambientes


estuarinos com normatização de pesca específica.


Art. 4°. Fica anualmente proibida a pesca, no período de defeso, fixado no interstício de


1º de novembro a 31 de janeiro, nas bacias hidrográficas dos estados do Rio Grande do


Sul e Santa Catarina.


§ 1º A proibição de que trata o caput não se aplica:


I - à pesca de caráter científico, prévia e devidamente autorizada pelo Instituto Brasileiro


do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA;


II - à pesca exercida por pescadores profissionais artesanais e amadores, embarcada e


desembarcada, por meio de anzol simples com os seguintes petrechos: linha de mão,


caniço simples ou com molinete/carretilha e vara com linha, com a utilização de iscais


artificiais ou naturais providas ou não de garatéia, que não utilizem o sistema de


lambadas. A atividade pesqueira permitida condiciona-se à limitação de apenas um dos


petrechos mencionados por pescador.


§ 2° Aparelhos, petrechos e métodos não mencionados nesta Instrução Normativa são


consideradas de uso proibido.


Art. 5° A pesca de qualquer categoria, modalidade e petrecho fica vedada durante o


período definido no art. 4º desta Instrução Normativa, nas seguintes áreas das bacias


hidrográficas dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina:


I - lagoas marginais;


II - até a distância de um mil e quinhentos metros (1.500m) a montante e a jusante das


barragens de reservatórios de usinas hidrelétricas, cachoeiras e corredeiras.


Parágrafo único. As exclusões tratadas no § 1º do artigo anterior não se estendem à


pesca nas áreas tratadas neste artigo.


Art. 6°. No período de defeso, é proibida a realização de competições de pesca em águas


das bacias hidrográficas dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.


Art. 7º Durante o período de defeso fica estabelecido o limite de captura e transporte de


até cinco quilos (5Kg), de peixes, por ato de fiscalização, aos pescadores profissionais,


amadores e àqueles dispensados de licença na forma do art. 29, do Decreto-lei no 221,


de 28 de fevereiro de 1967, nos termos do art. 4°, § 1º, II desta Instrução Normativa.





domingo, 1 de janeiro de 2012

ILHA DAS FLORES




Seguindo a linha de Gestão Compartilhada da Comunidade e Secretaria Estadual do Meio Ambiente. A gente do DELTA vem se somar as Ações da Cooperativa de Trabalho Ilha das Flores com Programas de Educação Ambiental visando o restabelecimento da Arborização das Ilhas. “Como digo “sempre “ Cuidar do Meio Ambiente é Cuidar das Pessoas”.
Está de Parabéns a Josinete, Luciano, Isabel e demais pessoas que de forma simples e dedicada, vem de encontro aos propósitos da Cooperativa de Trabalho Ilha das Flores. Mais do que boas intenções, o trabalho é fundamental para coroar os resultados desejados. Ações e comprometimento são elementos que fazem parte do processo e as "pessoas" são elementos fundamentais para que as coisas saiam do papel e determina a continuidade de todo Trabalho. É isso aí:

                   DE SEMENTE EM SEMENTE A GENTE VIRA GENTE

                                                                                    Vânia do DELTA

PESCANDO O LIXO NA ÉPOCA DA PIRACEMA


PROJETO PESCANDO LIXO CONTINUA A TODO VAPOR....
ANO NOVO EM CASA COM A FAMILIA....


Acampamento Farropilha.... Educacao Ambiental com as criancas das Ilhas.